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Rafaell Reboredo  //  Aprendiz de engenheiro mecânico, autor do www.ambrosia.com.br e desocupado nas horas vagas.

Feb 20 / 5:05am

Férias? Nem tanto!

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E finalmente o semestre acabou na UnB. "Acabou tarde!", foi o pensamento latente dos acadêmicos por volta do dia 8 de fevereiro. Mas acabou. Desde então tenho me dedicado a não fazer quase nada. Escrevo de vez em quando, vagueio pelo Twitter, dou uma olhada no Facebook, jogo um pouco de video-game... Nada de significativo.

Entre essas coisas nada singnificativas, consegui FINALMENTE passar do chefe do mundo 4 de DKC: Returns no Mirror Mode, o que vinha se mostrando ser uma tarefa quase impossível desde que eu havia parado de jogá-lo. Passei da fase bônus do mundo 6 - a que eu realmente achava que seria IMPOSSÍVEL de verdade - com até certa facilidade, mas acabou acontecendo o que eu temia: o denominado por mim, congelamento de habilidade. Calma. Eu explico. Na verdade, não é um conceito muito complicado, é até meio que intuitivo para os hardcore gamers. Tata-se de um fenômeno que acontece quando o jogador que está empenhado em terminar ou experienciar um determinado jogo, para de fazê-lo por um tempo, por qualquer motivo. Passadas algumas semanas, caso volte a jogá-lo, existirá a necessidade de reaprender ou relembrar o gameplay, na tentativa de recobrar sua habilidade "esquecida". Bem. Isso aconteceu comigo em DKC, mas felizmente consegui passar da famigerada fase 4-B. Eis o vídeo no modo Time Attack da fase. A diferença é que no Mirror Mode ela é da direita para esquerda e você tem apenas uma vida, sem o Diddy. =/

Voltei a ler ficção. Do meio para o fim do semestre vinha lendo apenas literatura técnica, peguei este livro aí na biblioteca e estava numa tentativa de abrir minha mente para o caos e os fractais. A leitura vinha sendo um deleite puro, intercalada por textos sobre mecânica dos fluidos, fadiga, fratura e blá, blá, blá de engenharia mecânica. Havia parado minha leitura de "Robots and Empire" do Asimov, e estava realmente sentindo falta de uma boa ficção.
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Retornei à ficção lendo o último livro do Dan Brown, por se tratar de uma leitura mais dinâmica e leve; mas confesso que estou um pouco decepcionado. É tudo muito igual. Tudo bem, todos sabemos que existe uma fórmula, mas eu esperava que algumas coisas poderiam vir diferentes. Como a apresentação do Langdon, o fato de sempre haver alguma autoridade babaca que atrapalha tudo, desta vez é a tal Sato da CIA. Apesar destes personagens serem necessários, pois provocam o diálogo que levará à descoberta do mistério, o jeito que o autor coloca é sempre do mesmo jeitinho. Mas enfim, o livro não é de todo ruim. Trata de alguns assuntos interessantes como a ciência noética, maçonaria e história da arte - como de costume.

Agora parece que minhas férias estão caminhando para o início. Fui ao cinema com a muié duas vezes. A primeira para assistir "Enrolados", filme que gostei bastante, mas a dublagem do LUCIANO HUCK estraga TUDO! E nesta útlima sexta para a estréia da "Besouro Verde", que é simplesmente FODA! Seth Rogen está hilário, apesar de ser uma adaptação com uma boa dose de comédia quase non sense... Mas me agradou! =D

Próximo passo é assitir All Star Supeman, animação da DC lançada recentemente. Começar a jogar Metroid: Other M no Wii, ir na numa exposição sobre a História dos Games - que vai rolar aqui em Brasília - e sair mais algumas vezes para o cinema... ;D

Fim de mais uma edição deste diário de bordo!

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Rafaell Rocha Reboredo
Autor do Ambrosia na área de HQs, Games e TV.

Twitter: http://twitter.com/rafaellr3
Facebook: http://www.facebook.com/rafaellreboredo
MSN: rafa_dexter@yahoo.com.br

Feb 16 / 7:29am

Os textos que eu mais me diverti escrevendo.

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Passei um tempo no hiato, mas acabei retornando ao mundo das letras na primeira metade de janeiro deste ano, no Ambrosia. Escrevo lá desde 2009, se não me engano, e por mais afazeres que eu tenha na faculdade, eu nunca consigo ficar longe das postagens. Tivemos uma mudança editorial ano passado, onde o site foi dividido em basicamente três setores: o "drops" - onde postamos notícias, o "vídeos" - auto explicativo, e os artigos convencionais, que são resenhas e/ou análises de um dos temas que tratamos. Antes dessa divisão, eu postava muito mais notícias que artigos. Em tempo, decidi que o que realmente gostava de fazer era analizar alguma coisa. Talvez seja de minha natureza um tanto quanto investigativa, não sei dizer. Isso explicaria minha pridileção por filosofia, física e matemática, por exemplo. ;D

Estava relendo algumas coisas que escrevi e fiz uma seleção dos posts mais me causaram prazer, e disponibilizo um top 4 abaixo:

1) Lex Luthor: Vilão, herói ou apenas um idealista defensor do humanismo?

Neste faço uma análise de um dos maiores vilões da história da DC, e sua relação com a reforma protestante. É uma viagem total, mas foi bem divertido escrevê-lo. Segue um trecho:

"Seria ele então um vilão, apenas por possuir uma opinião? É culpado por abandonar a crítica e buscar mudanças? Ou sua vilania cresce junto à raiva diante de constantes fracassos? Quem é Lex Luthor?

O conflito de opiniões sempre foi um problema na história da humanidade, e em um ambiente ficcional não é diferente. É razoável questionar se, a longo prazo, o Homem de Aço de fato fora de grande valia ou se simplesmente sua passagem pela terra deu-se por eras onde a humanidade foi mimada e acostumada a não ter de resolver seus próprios problemas. O que faz questionar o propósito do super-herói em si, um tema amplamente abordado em diversas obras em quadrinhos; mas neste caso não sobre o óculo do imediatismo, e sim de uma reflexão sobre um vislumbre do futuro."

2) Extremis: Quando o Homem de Ferro se tornou Deus

Uma análise do arco que "rebootou" o Homem de Ferro para a modernidade. Responsável pelo sucesso do personagem no século XXI. Extremis é sem dúvida o meu preferido em toda a história do personagem. Warren Ellis soube o que fazer com Tony Stark!

"Um vírus. Mas também é o nome de um arco de histórias escrito por Warren Ellis, com artes de Adi Granov, que foi publicado para inaugurar o 4º volume de The Invincible Iron Man, entre janeiro de 2005 e abril de 2006, em 6 edições. O título faz parte de um processo de repaginação gradual do universo do personagem. Com Extremis, temos o mais recente reboot. A história foi concebida com o objetivo de relançar o personagem e torná-lo novamente interessante e relevante para o Universo Marvel moderno."

3) Lanterna Verde pro Alan Moore

Neste artigo eu comento sobre três contos da A Tropa dos Lanternas Verdes escritos pelo mestre Alan Moore. São as minhas histórias preferidas sobre o universo do personagem. Imperdíveis! ;D

"Apesar do título Lanterna Verde representar um ser, o conceito da obra extrapola as fronteiras para que tal substantivo também represente uma função: a de patrulheiro espacial. É uma entidade cósmica passível de ser incorporada em qualquer tipo de ente. O mestre da arte sequencial então pensou: “Porque usar um ser-humano insosso e um lugar tão familiar para contar histórias, se estou diante deste conceito tão amplo?”"

4) Por que comparar "Os Livros da Magia" e "Harry Potter" é um equívoco?

Meu mais recente artigo publicado discute a não tão semelhança entre as obras de Neil Gaiman e J.K Rowling.

"Um dos pontos mais comentados entre os fãs é a clara semelhança nas ilustrações da capa de Harry Potter e dos desenhos da obra de Gaiman. A argumentação que acusa Rowling não procede pelo simples fato de que não foi ela quem ilustrou as capas, nem tampouco é a partir da mesma que a autora desenvolve sua história. O autor da ilustração pode ter se inspirado na obra de arte seqüencial, e se inspirado até demais, mas isso não faz com que a obra em si seja fruto de tal inspiração, muito menos uma cópia."

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É isso. Vou pensar no que vou escrever da próxima vez... ;D

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Rafaell Rocha Reboredo
Autor do
Ambrosia na área de HQs, Games e TV.

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Apr 6 / 10:52am

Hangman, hangman, hold it a little while…

Led1

“Mas diga-me carrasco: Será que estou livre para cavalgar mais algumas milhas?”

A expressão acima enunciada pertence à uma das maiores canções de folk music já concebidas. Eu a escutei pela primeira vez na voz de Robert Plant, executada com maestria pela genial banda de hard rock, Led Zeppelin, para mim, a maior banda de rock que já existiu.

A letra por si só conta uma história que poderia muito bem ser roteiro de um dos mais saudosos western estrelados por Clint Eastwood, que hoje jazem em nossas lembranças. A aflição de um homem prestes à ser enforcado que tenta subornar o carrasco. Ao desespero, ele oferece ouro, prata e a inocência de sua própria irmã, envão.

A melodia, como qualquer canção do Led, é explêndida. Nos evoca um sentimento único de liberdade plena, a liberdade controversa que tanto a letra cisma em nos contar. Robert Plant possui um dom único para interpretar canções de folk music. Seu estilo é totalmente baseado nisso e, atualmente, é quem o faz melhor. Talvez a magia do Led esteja fundamentada nisso, e complementada pela genialidade de Paige nos solos magníficos de guitarra, ou vice versa, quem saberia dizer? No entanto, essa canção em especial não os exibe. É um “conto cantado”, digno das maiores obras dos bardos de outrora.

Leadbelly

A beleza e a complexidade da canção não são feitos exclusivos da banda inglesa. Uma versão mais antiga data de antes da formação do Led Zeppelin, com outros detalhes e enfoques. A criação é do americano Huddie Ledbetter, mais conhecido como Leadbelly, o magnífico cantor de blues e considerando por muitos o maior artista do estilo. Também considerado um dos primeiros músicos do folk music tradicional. Eis a resposta do porque da canção do Zeppelin ser tão explêndida! Robert Plant revelou em um show que a escutou pela primeira vez nos anos 60, o que nos leva à concluir que a banda trabalhou em sua versão ainda nesta década, já que ela foi lançada pela primeira vez no terceiro álbum da banda, de 1970. Ambas as versões têm seus méritos. A do Zeppelin aparenta ser mais trabalhada, tanto em melodia, como em letra. Mas a original, entitulada “The Gallis Pole” mantém muito a identidade folk, se aproximando mais de um “conto cantado” propriamente dito.

Apesar de gostar mais da versão do Led, me surpreendi muito em agradar da original. Parecia que estava vendo um concept art da música cantada por Plant. Sem dúvida uma das melhores canções que já ouvi e continuarei ouvindo, para todo o sempre. =)

Filed under  //  Gallows Pole   Huddie Ledbetter   Led Zeppelin   Robert Plant  
Mar 16 / 11:54am

Charizards. Sim, o pokémon!

Tava vagando por perfis aleatórios no DeviantArt e acabei digitando "Charizard" na busca. Fui levado a inúmeras ilustrações, acabei selecionando algumas que achei bem originais e interessantes, compartilho agora tais artes, apesar de por preguiça, não saber os links para os profiles dos artistas. =/

By the way, Charizard é o meu pokémon preferido ever!

(download)

Mar 9 / 11:05am

A mais épica

Como já falei aqui como sou fascinado por Jethro Tull e basicamente não consigo ouvir outra coisa, deixo agora trechos da letra de uma das músicas mais épicas que já escutei, o já comentado no post anterior "Thick as a Brick", aquela música com mais de 40 minutos. Saca só:

"The Poet and the painter casting shadows on the water
as the sun plays on the infantry returning from the sea.
The do-er and the thinker: no allowance for the other
as the failing light illuminates the mercenary's creed.
The home fire burning: the kettle almost boiling
but the master of the house is far away.
The horses stamping - their warm breath clouding
in the sharp and frosty morning of the day.
And the poet lifts his pen while the soldier sheaths his sword.

And the youngest of the family is moving with authority.
Building castles by the sea, he dares the tardy tide to wash themall aside.

The cattle quietly grazing at the grass down by the river
where the swelling mountain water moves onward to the sea:
the builder of the castles renews the age-old purpose
and contemplates the milking girl whose offer is his need.
The young men of the household have
all gone into service and
are not to be expected for a year.
The innocent young master - thoughts moving ever faster
has formed the plan to change the man he seems.
And the poet sheaths his pen while the soldier lifts his sword."

(...)

"You curl your toes in fun as you smile at everyone -- you meetthe stares.
You're unaware that your doings aren't done.
And you laugh most ruthlessly as you tell us what not to be.
But how are we supposed to see where we should run?
I see you shuffle in the courtroom with
your rings upon your fingers and
your downy little sidies and
your silver-buckle shoes.
Playing at the hard case, you follow the example of thecomic-paper idol
who lets you bend the rules.

So!
Come on ye childhood heroes!
Won't you rise up from the pages of your comic-books
your super crooks
and show us all the way.
Well! Make your will and testament. Won't you?
Join your local government.
We'll have Superman for president
let Robin save the day."

 Simplesmente f0d4! Quem se interessar dá uma "youtubada", a música em geral está dividida em 4 ou 5 partes. =)
Filed under  //  Jethro Tull   Thick as a Brick  
Mar 5 / 5:31am

Quando conheci Jethro Tull

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Foi quando conversava sobre música folk com um amigo de faculdade que veio o questionamento:

- Cara, tu já escutou Aqualung do Jethro Tull? - e eu respondi:

- Jethro who?

Pois é, mal sabia eu que aquele convite à descoberta não me deixaria ouvir outra coisa nos próximos 4 meses. Jethro Tull é uma banda de rock progressivo formado em Blackpool, Inglaterra em 1967. Apesar das várias fases distintas da banda, umas mais puxadas pro hard rock, outras já com algum elemento de jazz, eu gosto mesmo é da fase folk. O grupo desde o lançamento do primeiro álbum trouxe alguma coisa diferente por ano, em um ritmo incrível e com qualidade invejável. E se mantém na ativa até hoje, mesmo que seu vocalista já não tenha aquela bela forma de outrora. Falando no vocalista, Ian Anderson também é o flautista e líder da banda, e para ser sinsero, é também a alma do grupo. Sem ele, Jethro Tull não seria a mesma coisa. As músicas não são ricas apenas em arranjo, como em ritmo e letra das canções. É muito completa e experimenta muitos estilos diferentes, incorporando ao blues rock clássico original, tons de música clássica passando pelo art rock e elementos de música eletrônica. Pois é!

Muitos consideram Aqualung o melhor trabalho dos caras e, de fato, a própria faixa que dá nome ao álbum e "My God" (essa aí de cima) são soberbas! Mas o meu preferido mesmo é "Songs from the Wood", o melhor álbum da supracitada fase folk que tanto gosto. Principalmente "Valvet Green". Aliás, tudo neste álbum é meio green, propositalmente ou não. Esta fase em específico durou três anos, com o álbum já comentado lançado em 1977, seguido por Heavy Horses no ano seguinte e Stormwatch em 1979. Se bem que eles apresentam este elemento durante toda a discografia, em músicas isoladas. É possível ver traços de música celta em Minstrel in the Gallery com "Cold wind to Vahalla", por exemplo. E até mais tarde, no álbum Broadsword and the Beast. Ainda há a música de 42 minutos que eles lançaram em duas partes no vinil Thick as a Brick, que é um puro deleite para os fãs. Colocando em uma só musica todo o potencial que os caras tinham! É fantástico.


Ainda há muitos álbuns interessantes. O Living in the Past por exemplo, que traz uma coletânea das melhores músicas dos 4 primeiros álbuns, inclusive com apresentações ao vivo. Em termos de DVD, temos vários. O mais conhecido talvez seja o Live At Madison Square Garden 1978, no entanto, o meu preferido fica com a apresentação de 1977 no Golders Green Hippodrome (esse logo aí de cima), justamente com as músicas de Songs from the Wood.

É interessante de vez em quando descobrir estas pérolas. E Jethro Tull é uma delas. Se você gosta de rock e ainda não conhece, vale muito a pena dar uma procurada. Super mega recomendado!

Filed under  //  Aqualung   Jethro Tull   My God   Songs From The Wood   Valvet Green